Sorria, por Charles Chaplin

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Toda vez que estou meio borocoxô releio este poema. De mim para mim mesma:

“Ei! Sorria… Mas não se esconda atrás desse sorriso…

Mostre aquilo que você é, sem medo.

Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.

Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.

Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.

Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!

Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz.

Procure o que há de bom em tudo e em todos.

Não faça dos defeitos uma distância, e sim, uma aproximação.

Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.

Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.

Ei! Olhe… Olhe a sua volta, quantos amigos…

Você já tornou alguém feliz hoje?

Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?

Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.

Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.

Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.

Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.

Ei! Ouça… Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.

Suba… Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo.

Mas não se esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.

Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.

Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.

Ei! Você… Não vá embora.

Eu preciso dizer-lhe que… Te adoro, simplesmente porque você existe.”.

Inveja é uma m*

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Inveja. Eu a tenho. Tu a tens.

Inveja é uma merda. Como combatê-la?

Olhando para as coisas boas que você possui, dentro de si e à sua volta; parando de se comparar com os outros e prestando mais atenção em você; enxergando o milagre que é estar vivo; estudando, evoluindo, conhecendo!

Quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção a gente dá às coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.

Porque, sim, somos humanos e precisamos assumir que a felicidade do outro nos incomoda.

Minha alimentação

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Sou adepta do * descascar mais e desembalar menos *.

Nos últimos anos, tenho comido menos carne vermelha e dado preferência para frutas, legumes e coisas que vêm da terra, seja para melhorar a minha saúde ou perder peso.

Tenho feito uma seleção do que ponho dentro do meu corpo. Ter uma alimentação saudável, prática e saborosa não é uma missão impossível.

Cometo alguns deslizes na alimentação, confesso. Tenho meus momentos cheios de guloseimas.

“Metade do prato deve ser de vegetais – crus e cozidos. Estes, além de dar saciedade pelo alto teor de fibras, são as principais fontes de micronutrientes. Procure sempre garantir três cores de vegetais diferentes no seu prato. Quanto mais coloridos, mais compostos antioxidantes, vitaminas e minerais”, diz Laís Murta, nutricionista funcional.

A alimentação baseada em plantas (ou vegetais) consiste em uma redução de carnes, ovos e laticínios e em um maior consumo de grãos integrais, frutas, legumes, sementes, nozes e castanhas, em comparação com uma dieta centrada no consumo de carne.

No entanto, seja uma alimentação vegana, vegetariana ou baseada em vegetais, elas não são sinônimo de saúde. É preciso pensar no que comemos e no que está por trás da produção dos alimentos, como também em como comemos.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, editado pela última vez em 2014, é um documento muito importante do Ministério da Saúde que pode nortear os brasileiros em suas escolhas alimentares. Em vez de porções de alimentos e quantidades de nutrientes, o guia nos mostra que existem diversas maneiras de comer e que é importante ter os alimentos in natura como base da nossa alimentação, enquanto que os ultraprocessados devem ser consumidos em menores quantidades, mas não precisam ser excluídos nem vistos como vilões.

Os alimentos in natura não sofrem alterações ao deixarem a natureza e são provenientes de plantas e animais, como frutas, legumes, verduras e carnes frescas. Se esses alimentos passam por algum processo de limpeza, remoção de partes não comestíveis ou métodos de conservação que não envolvam a adição de substâncias, como a refrigeração ou o congelamento, os chamamos de alimentos minimamente processados. Já os produtos que passam pela indústria e recebem a adição de substâncias culinárias (sal, açúcar e gorduras) são os alimentos processados, como os queijos, pães e frutas em compotas. Por último, temos os ultraprocessados, que levam em suas formulações industriais vários ingredientes e diversos aditivos para conservar e produzir alimentos mais atrativos. Eles pouco têm a ver com a matéria-prima original, como por exemplo, os salgadinhos de milho, salsichas ou iogurtes aromatizados que encontramos nos supermercados.

O melhor é sempre dar preferência aos alimentos de verdade, mas também é muito importante que tenhamos prazer ao realizar nossas refeições e consigamos compartilhar momentos felizes mesmo no fast food e mesmo sendo vegano.

Nós, seres humanos, não buscamos apenas nutrientes e tipos de alimentos que o nosso organismo necessita, mas também uma comida que seja saborosa, nos proporcione prazer e satisfação.

Você pode comer de tudo e atingir uma vida saudável. Prefira comida de verdade, coma sem culpa e faça as pazes com a comida!

My friends

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Minha amiga Frá

Ela é loira. Muito loira. Ela usa turbantes, batom vermelho e botas de cowgirl. Ela é sweet. Ela é mãe, filha, irmã, tia, esposa e jornalista. Ela está vivendo momentos muito difíceis. Ela tem fé.

Ela me lembra o sol com bolas de gudes azuis.

Ela se comprometeu com esse sentimento de esperança apesar das circunstanciais difíceis.

Minha amiga Lúcia

Eu a chamo de Neiva, Neide, Marilene, Maria, Marilu. Nunca de Lúcia. Ela é mãe de dois, esposa de um, publicitária e empreendedora. Ela é otimista. Ela é corajosa. Ela é sábia. Ela tem o coração forte.

Ela deve ter, com MUITA certeza, centenas de adesivos fofos de caderno.

Ela também se comprometeu com esse sentimento de esperança apesar das circunstanciais difíceis.

Minha amiga Alana

Neni. Neninha. Eu queria que todas as pessoas tivessem uma pessoa como a Alana em suas vidas. Ela é empoderada e tem a autoestima elevadíssima. Ela liga o foda-se para as opiniões alheias e para os machos escrotos.

Ela defende os animais. Ela come salaminhos matinais. Ela tem pais geniais.

Ela me lembra a Anira, a Rihanna, a Beyoncé e a Rochele, mãe do Chris.

Eu seria uma pessoa bem menos feliz se não a conhecesse.

E, nas pessoas cujas mãos eu seguro, acho um elo inquebrável, nutrido por infinitas histórias para contar (Rafaela Carvalho).

A louca de Ilhabela

Photo by Raphaël Biscaldi on Unsplash

Estava numa pousada em Ilhabela na qual havia uma piscina enorme e quente. Muito quente. Eu me sentia dentro de um caldeirão de sopa. Do outro lado da piscina, havia uma mulher se refrescando com uma mangueira. Ela me viu e gritou: “Vem aqui, amiga”! Eu fui.

Ali começamos a conversar sobre tudo: de praias da região, de trabalho, de séries da Netflix, de modelos de biquíni, de Brasil. Ali ela me ofereceu champanhe. Ali tiramos selfies. Ali ela me apresentou o seu marido e o seu cachorro. Ali ela me emprestou o seu protetor e o seu chapéu; eu a retribui emprestando o meu repelente e a minha canga. Ali eu comentei que iria jantar e ela propôs: “Vamos todos!”. Ali trocamos WhatsApp. Ali nos despedimos e nunca mais nos vimos.

Só que não.

No dia seguinte, no café da manhã, eu a vi com o seu marido e o seu cachorro. Quando fui cumprimentá-la, tomei um gelo. Ela não falou nadinha e me olhou como se nunca tivesse me visto. O marido também me ignorou. Pensei em pedir o repelente que havia deixado com ela, mas fiquei com receio de tomar mais um gelo. Deixei pra lá: o repelente e a amizade de uma tarde na piscina.

A chata da praia

Photo by Vasiliki Theodoridou on Unsplash

Tem a chata da comida, a chata da escola, a chata da família, a chata da academia, a chata da limpeza, a chata do passeio, a chata das compras, a chata do relacionamento.

Eu sou a chata da praia

Tenho a minha cadeira de deitar e o meu guarda-sol. Não entro no mar, não tomo sol. Não gosto de vento, de surfar, de correr e de reaplicar protetor solar.

Gosto de sombra, de milho e biscoito de polvilho.

Gosto de caminhar, ler, observar o cenário.

Gosto de conversas amenas e cochiladas esporádicas.

Shiu!

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O historiador Leandro Karnal diz que nós aprendemos a dizer o que pensamos, mas não aprendemos a ouvir.

Acho que às vezes não sou uma boa ouvinte.

Quando estou conversando com alguém, tenho o péssimo hábito de interrompê-lo. Mal dou chance de ele completar a frase, e já mando logo a minha opinião, os meus argumentos, a minha voz. Péssimo hábito!

Estou aprendendo a ser uma ouvinte melhor, a ter uma escuta ativa.

Primeiramente, escutar sem interromper e, se achar que devo, falar o essencial, sem julgar, sem criticar, sem desestimular. Se vou abrir a boca, que seja para somar, argumentar, questionar, incentivar, refletir, elogiar, enaltecer, engrandecer, enriquecer.

Ninguém gosta de ser interrompido! Só de ser uma boa ouvinte você já sairá ganhando. Se for uma boa ouvinte e ainda se mostrar interessada em saber mais sobre o outro, bingo.

Elogios sinceros

Elogios sinceros são um afago para a alma de qualquer ser humano. Até as pessoas que não lidam bem com elogios em público lá no fundo ficam agradecidas.

Quando elogiar, seja específica e honesta, e a pessoa vai captar.

Se não encontrar nada bom para dizer, não diga. Para que ser desagradável?

E, nada soa mais doce para alguém que ouvir o próprio nome. Pode ver: quando uma pessoa que você não espera que saiba quem você é se lembra de você e do seu nome, não é um pequeno deleite?