10 fragmentos de Nova York

Resolvi escrever sobre um dos #tbts que mais mexe comigo: a minha viagem para Nova York. Eu me vejo engolida por uma onda de sentimentos cada vez que o Facebook relembra as fotos e publicações postadas em abril de 2013, data em que visitei Manhattan. Tenho a sensação de que essa trip aconteceu em outra época, vivida por uma outra Renata.

(E não foi?)

Por muito tempo fiquei sem olhar as fotografias de lá. Se não fossem o Facebook e as lembranças que veem à tona por parte da minha querida prima, quem me acompanhou e me aturou nessa aventura, essa viagem estaria guardada num cantinho secreto escondido bem lá no fundo de minha memória.

(E não está?)

Hoje tomei coragem e revi algumas fotos. Ao fazer isso, resgatei do meu HD particular 10 fragmentos curiosos, os quais quero dividir com vocês:

1- Na época, eu estava fascinada pela cantora Alicia Keys e por “Empire State of Mind”, canção que gravou com Jay Z em homenagem à cidade de Nova York. Eu imprimi a letra e levei-a comigo, mas tive que deixar as folhas na gaveta do quarto do hotel ao vir embora, pois minha mala estava abarrotada de panfletos, mapas e guias. Trouxe tudo quanto era papel de cada lugar por onde eu passei. Depois de alguns anos, foram todos para o reciclável. A música continua sendo uma das minhas preferidas.

Pianista de formação clássica, a cantora Alicia Keys 

2- Eu queria muito conhecer a catedral de St. Patrick, a histórica igreja da Quinta Avenida. Mas bem naquele ano o local estava em reforma e o que eu vi foi um monte de andaime. Mesmo assim, entrei e agradeci. Agradeci muito a Deus por estar realizando um grande sonho, após vários perrengues vividos no ano anterior.

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A histórica e charmosa St. Patrick’s Cathedral 

3- A primeira compra que fiz em NY foi a de um Iphone 5 branco, no cubo de vidro da Apple Store. Demoramos umas duas horas na loja SÓ para conseguir cadastrar a senha, mas valeu a pena cada segundo. Vale lembrar que o dólar custava R$ 2. Por um bom tempo, fui feliz com ele. Depois, só dor de cabeça! Perdi as contas de quantos carregadores precisei comprar para essa belezinha.

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Juro que não me reconheço nessa foto!

4- Claro que eu visitei a FAO Schwarz, a icônica loja de brinquedos do filme “Quero Ser Grande”, e claro que eu pulei no famoso piano gigante usado por Tom Hanks no filme. A coordenação não foi a mesma, mas eu tentei.

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A loja de brinquedos do filme “Quero Ser Grande”

5- Assistir ao musical Mamma Mia! na Broadway era uma das certezas que eu tinha. Sou fã desde o dia em que meu pai comprou o CD ABBA Gold: Greatest Hits, uma coletânea de músicas do grupo. Só que eu não consigo lembrar nadinha do espetáculo daquela noite, apenas que fui e me realizei. Devo ter ficado tão fascinada, que uma parte de mim permanece sentada na poltrona do teatro até hoje. Também me recordo do casacão off white, o qual emprestei de uma amiga com a intenção de usá-lo no dia reservado para Mamma Mia! Dito e feito.

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Mamma miahere I go again / My my, how can I resist you 

6- A primeira vez que comprei uma calça Diesel foi em NY. Aliás, a primeira vez que tive acesso a marcas como Diesel, Calvin Klein, Tommy Hilfiger, Kipling, Smashbox e tantas outras foi lá. Ao longo dos anos, as roupas made in big apple foram perdendo a graça, o uso e o brilho de tê-las no meu armário. A bolsa da foto, por exemplo, deixou de ser objeto de desejo no dia em que a minha cunhada falou: “Você sabia que essa bolsa é de maternidade, né?”.

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Reconhecem essa paisagem?

7- Na manhã do dia 11 de setembro de 2001, eu estava indo para a faculdade. Cursava o primeiro semestre de jornalismo. Quase todos os meus trabalhos tiveram como tema os ataques às Torres Gêmeas. Visitar o 9/11 Memorial & Museum foi bastante tenso. Eu não conseguia tirar fotos (achava desrespeitoso), mas queria documentar tudo que estava vendo: os objetos resgatados, os depoimentos dos sobreviventes, os painéis com os nomes das vítimas. Olhar para aquele local me fez lembrar das centenas de matérias que li e assisti. Foi o dia mais estranho da viagem, porque não era um passeio turístico. Lembro-me de termos saído de lá mudas.

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As “piscinas” com cascatas simbolizam as lágrimas pelos que se foram

8- O melhor domingo da minha vida foi no Central Park! Passei uma manhã inteira caminhando e tirando fotos do cenário que tanto tinha visto (e continuo vendo) nos filmes e nas séries. Sem destino, sem mapa. Apenas andei, sentei na grama e nas pedras, vi e vivi.

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Tranquilidade e um belo cenário 

9- Um dos arrependimentos que eu tenho foi não ter conhecido de perto a ponte do Brooklin. “É só uma ponte!”. Não, não é! Também não visitamos o parque Luna Park em Coney Island, no Brooklyn (uma das atrações mais tradicionais da cidade, pelo menos entre os americanos); o bondinho que vai para Roosevelt Island; o ginásio Madison Square Garden; e os bairros Soho, TriBeCa e Greenwich. Fica para a próxima!

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Quero atravessar a Brooklyn Bridge apreciando a vista para linha do horizonte de Nova York

10- Eu adoro contar esse episódio porque ele sempre me faz rir. Estávamos perambulando pela região de Lower Manhattan, quando avistei bem grande “National Museum of the Indian”.

– Ah! Eu quero ir! Vamos, prima?

– Renata, é índio americano, tá?

OPS!

Eu desisti de vistar o museu. Acreditava piamente que fosse ver cocares e zarabatanas tupiniquins. Na verdade, eu topava qualquer coisa. Mas viajar demanda tempo, planejamento, money, disposição e muita organização.

NY cansou meus pés, me fez gastar tudo e mais um pouco, mas não me tirou a certeza de que voltarei um dia para:

  • Caminhar pelo Central Park e visitar alguns dos pontos mais icônicos, como o memorial “Strawberry Fields”, a fonte Cherry Hill, o Bethesda Terrace e a estátua de “Alice no País das Maravilhas”.
  • Apreciar Manhattan do alto do Empire State Building. Observar a Big Apple do alto do mais famoso de seus arranha-céus é um programa imperdível!
  • Visitar o Metropolitan Museum of Art (ou Met, para os íntimos) e caminhar pelo “Great Hall” (a entrada principal do prédio), pelo “Charles Engelhard Court” (com suas inúmeras esculturas) e pelo “Templo de Dendur” (paraíso de amantes da história do Egito Antigo), entre outros. 

Boa parte dessas atrações pode ser encontrada no site Virtual NYC, criado pelo NYC & Company, órgão de promoção turística da cidade, especialmente para esse período de quarentena e restrições de viagem. 

Em nota:

Assisti recentemente ao último filme de Woody Allen, “Um Dia de Chuva em Nova York”, uma verdadeira carta de amor do cineasta à cidade de Nova York.

Rodado quase inteiramente em Manhattan, o filme retrata dois namorados, Ashleigh (Elle Fanning), uma atrapalhada estudante de jornalismo, e Gatsby (Timothée Chalamet), um jovem bon vivant e pedante.

Duvido muito você não ter vontade de conhecer NY depois de ver esse longa.

Conserve seus sonhos. Nunca se sabe quando irão fazer falta.

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