Pequenas alegrias cotidianas

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  • tomar banho quente no inverno e morno no verão (o chuveiro é o melhor lugar para refletir sobre seus sonhos e traçar metas para realizá-los)
  • acordar sem despertador
  • escova de dente nova
  • arrancar etiqueta das roupas com as mãos (sem rasgar a roupa rs)
  • deitar em roupa de cama lavada
  • dirigir escutando música
  • cheiro de café
  • gosto de pão com manteiga derretida
  • abraço de vó
  • beijo de criança

Combo do dia #08

Um texto + uma música + um prato

O que eu aprendi lendo Gregorio Duvivier

  • Saia à francesa. A despedida não é um momento bom para ninguém. Pule essa parte. A única escapada decente de uma festa é aquela que ninguém percebe.
  • Dê uma desculpa só. Duas desculpas são menos fortes que uma, três são menos fortes que duas e por aí vai.
  • Para saber se o espaguete está pronto, jogue um fio na parede. Se grudar, está pronto.
  • Se quando venho, venho da, quando vou, craseio o a. Se quando venho, venho de, quando vou, crase pra quê?
  • Angule o iPhone ou o iPad do seu amigo numa posição em que você consiga ver as impressões digitais. As quatro marcas de dedo mais visíveis pousarão sobre os números que compõem a senha.
  • Não se amplia a voz dos imbecis. Responder a uma crítica é amplificá-la.
  • Preguiçoso trabalha dobrado. Vai devagar que eu tô com pressa.
  • Right to tight, left to loose. Para a direita a torneira fecha, para a esquerda abre. O mesmo vale para parafusos.
  • Lave as louças assim que acabar de comer. O tempo que passou desde que você comeu é proporcional ao quanto é insuportável pensar em lavá-las.

Música: Sei Lá

A vida é uma coleção de saudades e o que eu posso dizer?
Mexendo na minha coleção hoje eu lembrei de você, yeah

E o prato do dia foi…

  • Salada + arroz integral + feijão + farofa de dendê + peixe grelhado

O dia em que o Wagner Montes me ligou

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O dia em que o Wagner Montes ligou na minha casa; o dia em que eu liguei para o celular da Patrícia Poeta; o dia em que eu falei – e gaguejei – com a Ivete Sangalo ao telefone; o dia em que o Luan Santana respondeu ao meu e-mail; o dia em que eu fui à casa do escritor Marcelo Coelho e conheci a sua mulher e o seu filho; o dia em que eu fiquei com o cara do “Acorrentados” na balada; o dia em que eu dei carona ao Felipe Dylon; o dia em que eu vi o Supla no aeroporto; o dia em que o filho da Diana Bouth  dormiu no meu colo; o dia em que eu dei um colar havaiano ao Lulu Santos; o dia em que eu reparei – bem de perto – na cútis do Paulo Ricardo; o dia em que eu tirei uma foto com o Thiaguinho; o dia em que eu jantei ao lado do Amaury Júnior; o dia em que eu  vi o Moacir Franco e seus filhos no hotel em que estava hospedada; o dia em que eu vi a atriz Tilda Swinton “dormindo” em uma caixa de vidro em um museu, em Nova York; o dia em que eu dividi o camarote com o Rafael Cortez; o dia em que a Mari – vocalista do Babado Novo – falou o meu nome no palco e dedicou uma música para mim; o dia em que eu tomei café com a Deborah Blando; o dia em que eu pisei – sem querer – no filho do Zetti, que estava dormindo na praia e era apenas um bebê; o dia em que o Oscar me deu um autógrafo; o dia em que eu falei para a Hortência que faço aniversário no mesmo dia que ela; o dia em que a Maria Beltrão curtiu meu comentário no Instagram; o dia em quem o ator Raphael Viana entrou no meu carro; o dia em que eu vi as Sheilas do Tchan! no Programa Livre; o dia em que eu vi o Serginho Groisman apresentando o Programa Livre; o dia em que eu vi o Bruno Gagliasso no palco; o dia em que o Pedro Scooby passou por mim na praia do Diabo; o dia em que eu assisti a palestra da Ana Paula Padrão; o dia em quem eu acompanhei a Isabella Fiorentino numa gravação; o dia em que eu acompanhei a Ellen Jabour numa sessão de fotos;  o dia em que eu conhecei a casa da Frida Kahlo; o dia em que eu vi o Tremendão numa praia do Guarujá; o dia em que eu vi o Netinho de Paulo cantando numa feijoada; o dia em que eu vi a Ruth Manus almoçando numa cantina de escola; o dia em que eu perguntei algo ao Xico Sá e ele me respondeu.

2018

Ela vem sem avisar. Ano a ano. Eu a odeio por causa disso. Poxa, nem um sinalzinho distante? Nada. Ela simplesmente vem.

Eu nunca a convido. Nunca a chamo. Nunca a desejo. E, mesmo com toda essa rejeição, ela cisma em aparecer sem hora marcada. Quando tudo parece estar under control, ela vem para me dar o seguinte recado:

  • não, meu bem, não está tudo sob controle;
  • eu ainda existo, viu. Por mais que você queira, eu não sumi;
  • supere isso! Aprenda a conviver com essas minhas visitas inesperadas;
  • do mesmo jeito que eu cheguei, eu também vou embora repentinamente. Sem avisar o dia e a hora. Aguarde e confie;
  • não é e primeira vez que isso acontece. Você já sabe como eu sou! Não se espante tanto;
  • eu sei que você tem as suas armas para me expulsar. Continue usando-as com parcimônia.

Neste ano, ela apareceu no terceiro dia de janeiro, causando um grande estrago. Mas eu a superei! Reapareceu a três dias de o ano terminar. E, com todo o medo dentro de mim, medo do estrago que ela possa vir a causar, eu sigo em frente, enfrentando-a!

Sinto orgulho de ter ultrapassado tudo isso. Todo mundo consegue ir adiante.

  • Eu dirigi um monte
  • Eu trabalhei um monte
  • Eu fiz unha um monte
  • Eu fiquei na sala um monte
  • Eu fiquei na cozinha um monte
  • Eu me olhei no espelho um monte
  • Eu viajei de ônibus um monte
  • Eu fiquei na casa de praia um monte
  • Eu fiquei sozinha um monte
  • Eu fui ao Sesc
  • Eu fui pra Alphaville
  • Eu fui ao cinema
  • Eu fui na vó
  • Eu fui na Bárbara
  • Eu fiquei no meu quarto
  • Eu fiquei na minha cama
  • Eu vi filmes na minha cama
  • Eu fiz séries de ginástica
  • Eu fiz a mala
  • Eu comi no balcão
  • Eu lavei a louça
  • Eu li jornais
  • Eu fiz comidas
  • Eu fui à psicóloga
  • Eu fui ao shopping
  • Eu fiz tratamentos estéticos
  • Eu fiz aulas de ginástica
  • Eu fui cortar o cabelo tantas vezes…
  • Eu caminhei tantas vezes…
  • Eu dancei tantas vezes…
  • Eu escutei músicas tantas vezes…

Eu fiquei bem, mas tão bem, que cheguei a pedir a Deus para não deixar o dia acabar! Não quero dormir… O dia tá tão bom, a vida tá tão boa. Não quero que esse dia acabe! Estou fazendo um grande esforço para não dormir… Estou morrendo de sono, mas eu não quero dormir, quero aproveitar mais esse diazzz.

Eu me orgulho tanto de ter feito tudo isso, porque, sim, houve uma época em que tudo isso acima era pura tortura. Comemore os pequenos hábitos. São pequenas vitórias! Não solte a mão de Deus. Você não está sozinha. E, se precisar, peça ajuda! As pessoas que te amam vão te ajudar.

Sobre crises de ansiedade

Acho que todos enfrentamos uma luta diária que só nós mesmos sabemos.

As crises não são desencadeadas por um motivo específico. É preciso buscar ajuda para tratá-las. Ocupar o máximo a minha cabeça. Focar mais em mim, no meu trabalho, fortalecendo a minha fé, procurando ficar com as pessoas que me fazem bem e tentando resolver tudo o que me incomoda.

O melhor texto que eu li sobre esse assunto aqui. Quem tem ansiedade entende.

“Se você não está se sentindo bem, não está sozinho e as pessoas que você pensa que nunca teriam um problema, na verdade, têm”, Lady Gaga.

Quando o corpo simplesmente não obedece a mente. Parar é sinal de sabedoria.

Sia abriu o coração para seus seguidores. No Twitter, a cantora, conhecida por esconder o rosto com grandes perucas, falou que está sofrendo com uma doença neurológica. Ela possui Síndrome de Ehlers-Danlos, que deixa as articulações flexíveis. A diva escreveu: “Eu estou sofrendo com uma dor crônica e queria falar com os que estão sofrendo com dor, seja física ou emocional. A vida é difícil para c***o. A dor é desmoralizante e você não está sozinho”.

“A pior parte de ter uma doença mental é que as pessoas esperam que você se comporte como se não a tivesse”.

Entre tantas frases marcantes, essa com certeza é uma da qual não me esquecerei. O filme “Coringa” é capaz de nos fazer refletir sobre aquilo que, a maior parte do tempo, temos medo de encarar.

Transtornos mentais sempre foram polêmicos. Por muito tempo, as pessoas chamaram de “loucos” aqueles que sofriam de algum distúrbio psicológico.

Tal comportamento não tem sentido, visto que relatórios da Organização Mundial da Saúde apontam que, mundialmente, o número de casos de depressão aumentou 18% entre 2005 e 2015. De certa forma, não sabemos lidar com um dos maiores problemas que afeta a própria sociedade.

Deus nunca nos dá um fardo mais pesado do que podemos aguentar.

Não é vergonhoso admitir que precisamos de ajuda. Todos passam por momentos em que se veem sem rumo e sem forças para lutar. Há pessoas que nos amam e que podem nos ajudar a passar por essa fase difícil.

Esta sou eu

Eu fiz essa aliança. Eu ganhei esse suporte para celular. Eu roubei esse escapulário da minha irmã.

“Cometi muitos erros, e sem dúvidas cometerei muitos outros antes de morrer (…) Aprendi a aceitar minha responsabilidade e a me perdoar primeiro”. Esse é um dos trechos do livro “Carta a Minha Filha”, de Maya Angelou.

Esta sou eu. Básica, dos pés à cabeça. Visto Hering e Zara; gosto de jeans, azul-marinho e cinza. Meu sorriso é fácil; meu olhar, melancólico. Meu vício é um espelho. Reparo em dentes e em cílios. Não uso (quase) nada de maquiagem; sou adepta de tratamentos faciais e de rotina de skincare .

Pareço ser mais alta, magra, cabeluda, descolada e rica do que realmente sou.

Eu nasci em 1983. Ano em que três ladrões levaram embora a taça Jules Rimet da sede da CBF, no Rio; perdemos Garrincha e Clara Nunes; assistimos perplexos à maxidesvalorização do cruzeiro; e, nas rádios, enfrentávamos Rádio Taxi, Ritchie e Balão Mágico. O ano não foi dos mais fáceis. Passaram-se, então, 35 anos e chegamos a 2018.

Gosto de ler jornais e revistas; conteúdo de qualidade e que acrescenta. Não só os leio, como também faço grifos e anotações. É a minha terapia, minha meditação diária.

Sou apaixonada pelas revistas Sorria e Vida Simples, sempre com matérias otimistas, leves. Desde que as conheci, minha vida se tornou mais feliz e simples. Meu trabalho está totalmente concatenado com as suas filosofias.

Sofro de logorreia, necessidade patológica de falar (embora durante boa parte do meu tempo cultive o silêncio. Quantos gritos cabem dentro de um silêncio? Cultivar o silêncio permite que você vá, aos poucos, encontrando as respostas que procura. A prática diária é capaz de aquietar seus pensamentos e treinar seu poder de auto-observação para que comece a perceber o que impede de ser feliz e o que já dá conta de transformar), e misofonia, sensibilidade excessiva a determinados sons do cotidiano, como mastigação e batidas de lápis.

Dou bom dia e boa noite para qualquer um.

Acumulo pequenos sucessos.

Possuo algumas amarras invisíveis.

Sou uma pessoa de bom coração.

Sou reducetariana. Nos últimos anos, venho reduzindo o consumo de carnes, pelos animais, pelo meio ambiente e por minha saúde. Tirar carne do prato não precisa ser uma questão de tudo ou nada. Pessoas reduzindo seu consumo de produtos animal estão fazendo uma grande diferença no mundo.

Sou libriana, detesto conflitos e tenho dificuldade em tomar decisões.

Sou fitness, mas enfio o pé na jaca constantemente.

Sou minha melhor amiga e minha maior inimiga. Eu me protejo e me perdoo. Eu me auto-saboto.

Sou sociável até a página 2. Eu ajudo enquanto a bateria durar. Lavo louça quando quero. Sou comunicativa nas horas certas. Não é sempre que eu estou afim. Quando não estou, fico quieta, muda em meu próprio mundo. Tenho uma vida social diminuta.

Vivo numa jornada diária de tentar entender cada vez mais o que me faz bem e mal. E sinto que faz muita diferença quando consigo respeitar minhas necessidades.

Não me orgulho disso, mas me atraso. Quando cobrada, repito: o atraso é o preço da qualidade.

Criança e adolescente nos anos 1990 (ainda sem internet), pertenço ao grupo dos millennials (geração Y) , condenados por serem supostamente narcisistas, hedonistas e imediatistas.

Onde eu trabalho?

Biblioteca do SESC Jundiaí

Escritora e produtora de conteúdo freelancer. Dona dos meus horários, sem chefes permanentes e apaixonada pelas palavras.

Eu preciso do trabalho para me manter sã.

Mas ter meus horários definidos por uma empresa?

Precisar pedir permissão para sair 30 minutos mais cedo para ir ao médico?

O que eu quero? Por enquanto é viver de freela, mas pode ser que daqui a 5 anos isso mude e tome um novo rumo.

Larguei a segurança de um emprego fixo para ser a minha própria chefe. Deixei a vida de CLT de lado e criei coragem para entrar nesse mar de incertezas, mas ao mesmo tempo um oceano de liberdade, autonomia e flexibilidade.

O trabalho molda o caráter, mesmo que seja aquele pequeno trabalho quase invisível do dia a dia.

A ocupação e o cansaço evitam que você pense em bobagem e sonhe com o impossível.

Flexibilidade, trabalho remoto, horário flexível. A escolha de assumir o controle do seu equilíbrio entre trabalho e vida.

Estar em casa sem um emprego não significa tempo livre e sim ainda mais esforço por parte do desempregado em encontrar um bom emprego.

O que fazer?

  • Manter-me ocupada, para que não desenvolva uma doença.
  • Fazer atividades que não estejam na rotina, para não ficar em ócio.

Deus

Eu estou em sintonia com Deus quando leio, estudo, trabalho, concluo uma tarefa e me foco em algo. Essa é a minha paz.

Teclar, escrever, ler, grifar. Esse é o meu barato, minha dopamina.

Estar em paz comigo mesma é reunir em uma única mesa: fone de ouvido, óculos de grau, computador conectado à internet, mouse, garrafinha de água, jornal e celular.

Fases

Tenho fases, como a lua,

Fases de andar escondida,

fases de vir para rua…

Perdição da minha vida!

Perdição da vida minha!

Tenho fases de ser tua,

tenho outras de ser sozinha. 

Impossível não me identificar com pelo menos um trecho do poema “Lua Adversa”, de Cecília Meireles. 

Combo do dia #05

Um texto + uma música + um prato

Felicidade

Photo by Barbara Alçada on Unsplash

Os habitantes da Finlândia, um dos países mais frios do mundo, são felizes no longo prazo. “Os finlandeses são especiais em coisas mais profundas e duradouras, felizes com as suas vidas como um todo”, diz John Helliwell, um dos editores do relatório Word Happiness Report.

Um dos motivos para o bem-estar longevo dos finlandeses é que eles “não se orgulham”, “não falam de si mesmos” e “não ostentam”. “Ter hábitos de consumo chamativos é visto como falta de educação no país. Exibir uma Lamborguini pode gerar ciúmes e ressentimento em outras pessoas”, continua Helliwell.

A depender dos primeiros colocados deste ano, o segredo da felicidade não está em objetos de desejo, e sim em conectar-se com os outros, tanto no nível mais próximos (familiares e amigos) quanto em uma escala estendida (estranhos, comunidade em geral e governo).

Em outras palavras, a alegria de viver está diretamente vinculada a quão confiáveis são as pessoas que compõem a sociedade do país em que se mora.

Os americanos estão cada vez mais infelizes, pelo fato de viverem numa epidemia de vícios: em junk food, em opioide e no uso excessivo de telas.

Quem está satisfeito com a própria vida tende a ter maior engajamento político. É mais provável que quem se sente frustrado eleja líderes populistas.

“A Finlândia tem laços comunitários amplos. A confiança nos vizinhos, no governo e em qualquer pessoa é muito mais alta na Escandinávia do que na América Latina. As pessoas gostam de viver em lugar assim”, conclui.

Felicidade é transitória

A noção moderna de felicidade dá conta de sua limitação. Quando estamos felizes, sabemos que o sentimento é passageiro e que, em breve, isso pode mudar – e até ficamos esperando por essa mudança. Para o filósofo Mário Sergio Cortella, essa ideia de felicidade como direito parcial ocorre justamente porque há uma busca irreal pela felicidade constante e permanente, que inexiste.

“Felicidade é transitória. Se eu entender a felicidade como um estado permanente, como um moto-perpétuo, é óbvio que ele sofrerá interrupções em vários momentos, porque a vida real é mesclada por perturbações, por turbulências”.

Felicidade alheia

Desejar a felicidade alheia é fundamental para ter uma vida mais plena. De acordo com Kaio Serrate, fundador da LabFazedores, o estilo de vida contemporâneo faz com que passemos tempo demais focados nas demandas do “eu” — e sair desse ciclo vicioso é essencial para ter momentos de paz:

“Desejar genuinamente que alguém seja feliz (…) ajuda a sair da armadilha que é focar apenas nos meus próprios problemas. (…) Será um poderoso gatilho para desencadear outras ações altruístas e para aumentar sua felicidade”.

As pessoas mais felizes são aquelas que têm certeza de que a felicidade individual sempre caminha junto com a felicidade alheia.

A caridade é a coisa mais importante.

Deixa (feat. Ana Gabriela) – Lagum

Acorda, e nunca mais se vá
Se for de qualquer jeito, antes me dá um beijo
Eu tô aqui por ti, por mim, por nós
Cê não sabe o quanto é importante
Acordar ouvindo a sua voz

Letra e canção aqui.

E o prato do dia foi…

  • Batata assada recheada

Por acaso a vida tem que acabar aos 40?

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Envelhecer tem assombrado Madonna há décadas. Quando o tema apareceu, logo aos 30 e poucos anos, ela questionou: “por acaso a vida tem que acabar aos 40?”.

Essa mulher afiada abriu o caminho para as outras. Fez dos 40 os novos 30, dos 50 os novos 40. “O negócio nunca foi seguir regras, mas quebrar!”.

Madonna diz que ninguém comentaria da idade dela, se ela fosse homem. “Para mulheres, existe um comportamento esperado, e se você ainda tiver apetite sexual, se divertir e se sentir viva, você vai ser desprezada e discriminada e perseguida”, continua.

Madonna vai seguir cantando, dançando e chocando o mundo. Talvez ajude a fazer com que esse papo de idade fique velho.

“Nunca ouse envelhecer. Isso é considerado um pecado”, disse a cantora certa vez, em um discurso brilhante.

Por falar nisso…

Envelhecer é bem mais cruel para as mulheres! Parece que o tempo vem correndo atrás de nós com uma foice.

A antropóloga e escritora Mirian Goldenberg diz: “Homens são avaliados pelo poder e pelo dinheiro. Mulheres, pela beleza e comportamento. Quando envelhecem, se sentem invisíveis. Já os homens, se sentem mais poderosos”.

Aos 50 anos, com uma vida diante das câmeras, Mariana Godoy admite ser exceção e que a TV é, de fato, mais cruel com as mulheres.

“Mulher não fica velha à frente dos programas. A TV brasileira trata muito mal as mulheres que envelhecem na frente das câmeras, vai tirando devagarzinho. A gente teve o Sérgio Chapelin grisalho à frente do Jornal Nacional, o Cid Moreira com cabelo completamente branco. Agora você não viu a Lilian Witte Fibe envelhecer no ar, nem a Ana Paula Padrão no jornalismo. É impressionante”.

Sobre ter deixado a Globo após mais de 20 anos

“Faço minhas escolhas e convivo bem com elas. Com as mais polêmicas, as que ninguém faria. ‘Ninguém sairia da Globo e iria para a RedeTV!’. É, mas eu fiz e deu certo. Sempre permiti que a vida me surpreendesse. Eu quero tudo, faço tudo, gosto de tudo. A vida em troca gosta de mim”.

Por falar (mais) nisso…

Viver até os 90 ou mais é uma realidade cada vez mais frequente entre os que, além de favorecidos por boa genética, cuidam da saúde.

Viveremos 30 anos mais! Tempo suficiente para uma nova carreira, uma nova profissão, para vivenciar muitas experiências que antes não pudemos, ocupados demais estudando, trabalhando, criando filhos.

Uma vida sedentária leva a uma velhice ruim. É que sem movimento, o corpo deteriora-se. Da mesma forma que quem exercita a mente tende a ser um velhinho mais lúcido, quem mexe o corpo tende a ter uma terceira idade com menos dor, mais energia e mais força física.

Nina Lemos

“Você não acorda um dia e envelheceu. Isso vai acontecendo aos poucos. E, surpresa, você continua sendo a mesma pessoa! Sim, o seu gosto musical permanece o mesmo, assim como seus ídolos, escritores e amigos”.

As rugas vão aparecer. Mas já amadurecemos o suficiente para saber que o contrário do envelhecimento é a morte, certo?

A idade não pode ser limite.

Meus sobrinhos têm a dor de crescimento. Dia sim, dia não eles reclamam de alguma dor no corpo: dor na pena, nos joelhos, nas costas.

Eu, aos 36, comecei a desenvolver a dor do envelhecimento. Nosso destino e nosso grande inimigo.

Atividade física, alimentação saudável, controle do estresse, autoconhecimento, espiritualidade e amor. 7 pilares para manter a vida em equilíbrio.

Envelhecer é uma certeza, envelhecer com qualidade é uma escolha.

Estamos envelhecendo mais. A questão é: como? Mudanças no estilo de vida não devem ser feitas somente ao chegar na velhice, elas envolvem cuidados que devem ser iniciados ainda durante a juventude, como alimentação equilibrada, exercícios regulares e visitas ao médico.

“Quanto mais cedo os cuidados tiverem início, mais fácil é prevenir o desenvolvimento de condições crônicas de saúde”, diz Drauzio Varella.