Parabéns para mim

Fazer aniversário também é se lembrar de suas próprias escolhas – e de como elas devem, de fato, pertencer a você mesmo.

Quando eu tinha 34 anos, inventei que tinha 36. A intenção era fazer com que as pessoas me olhassem espantados: “Nossa! Não parece”. Agora, não preciso mais inventar. Eu cheguei aos 36.

O limbo dos 35

Por que ter 30 anos é esse terremoto na vida da mulher?

As pessoas fazem 30 e alguns anos e parecem começar a achar que estão automaticamente com a corda no pescoço. Acham que já deviam ter formado família, ficado ricos (ou pelo menos construído um bom patrimônio) e resolvido qualquer outro penduricalho da vida.

Parece que os 30 deixaram de ser a linha de largada para a vida e passaram a ser uma espécie de reta final, como se os 40 fossem o princípio do fim.

Os 40, definitivamente, não são o encontro com a morte, a beira do abismo. A vida não é para ser uma corrida contra o tempo. A gente tem que ir andando, dando umas reboladas, umas tropeçadas e tal. E vai rindo, vai pensando, vai vivendo. Vivendo. Porque enquanto o futuro está lá, a vida está rolando aqui.

A atriz Emma Watson, como a maioria de nós, também não entendia o que havia de tão importante em fazer 30 anos. “Percebi que é porque de repente há um fluxo enorme de mensagens subliminares em volta de você. Se você não tem uma casa, não tem um bebê, e está fazendo 30 anos, se você não está num lugar muito seguro de sua carreira, se você ainda está descobrindo coisas… é um montante de ansiedade inacreditável”, revelou em entrevista para a revista Vogue britânica.

Ela disse também que não acreditava que era possível ser feliz nessa idade sendo solteira. Hoje ela reproduz esse discurso e diz com segurança que é sua própria parceira. Que conceito bonito: ser sua própria parceira.

Ter 30 anos não é só um guinada porque o relógio biológico começa a te lembrar que você tem um ovário e um útero e poderia usá-los de outra maneira que não fosse apenas impedi-los de funcionar. Estar prestes a fazer 30 anos é questionar seu trabalho, seu dinheiro, o que você construiu, o que sonhou e o quanto está longe de alcançar. Mesmo que você seja a Emma Watson e seja rica, linda, fazendo sucesso no mundo todo. A gente sempre arruma um espacinho para frustrações.

O “limbo dos 35” é o nome de uma “teoria” explicada por uma jornalista, que fez muito sentido para mim.

A pessoa com 35 anos vive num limbo, não sabe se casa ou se compra uma bicicleta. Ela quer casamento, filho, segurança, estabilidade, emprego, casa própria e carro na garagem. A vida padrão que seus pais tiveram.

Mas, ao mesmo tempo, a pessoa com 35 anos tem abertura para novos comportamentos. Ela sente um comichão interno que a faz ir em busca de liberdade, flexibilidade, vivências, experiências, viagens. Livre.

Conclusão: ela não fica nem lá nem cá. Ora fica de um lado, ora de outro.

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