Alguém me dá um propósito!

Uma vez eu li: se você não tiver meta na vida aos 40 anos você já tá acabado.

Eu sinto falta de ter um propósito, uma missão na vida.

Eu queria ter uma paixão estampada na testa, algo pelo qual valesse a pena lutar com unhas e dentes.

O psicanalista Contardo Calligaris defende que mais importante do que a felicidade é buscar ter uma vida interessante.

O que eu preciso fazer para ter uma vida interessante?

Eu preciso realizar um ato heroico? Eu preciso viver em constante bem-estar? Eu preciso ser mais altruísta?

Eu preciso me engajar mais? Eu preciso militar por alguma causa? Eu preciso ter um insight? Promover uma arte?

Criar uma obra? Ter uma vida ocupada?

Meu propósito talvez seja todos esses acima: buscar mais perguntas do que respostas!

Porque ultimamente tenho procurado, procurado, comprado receitas, seguido fórmulas, tomado um monte de decisões precipitadas, e nada aconteceu.

Admiro gente que encontrou seu propósito na vida, que trabalha como se não estivesse trabalhando, que vive um sonho todos os dias.

Vejo-me procurando meu propósito na vida, aquela parada que vai me fazer virar um ser iluminado extraterrestre.

Concluí que talvez o ato de se perguntar o tempo todo onde está esse tal de propósito na nossa própria vida e a abertura de experimentar um pouquinho aqui, um pouquinho ali, ajuda mais do que seguir uma receita de bolo pra vida.

Descoberta de propósito e momentos de felicidade não são coisas que se constroem a partir de receitas prontas.

São construções de longo prazo, onde a curiosidade e a ousadia abrem pista pra gente acelerar, desacelerar, quebrar a cara, corrigir a rota, fazer curva e retorno, até que depois de tanto procurar, a gente encontra um caminho que faça sentido na nossa existência.

Então, se for pra escutar alguém nessa vida, que tal escutar a si mesmo?

Que tal arriscar mais, sem se expor demais, e sem se preocupar demais com o que o coleguinha vai achar de você, sem achar que tem que estar tudo perfeito pra começar, sem perder o foco – fazer poucas coisas, muito bem feitas – e, principalmente, sem deixar que a vida te leve sem que você tenha sequer a chance de levar a vida que sempre quis?

A busca pelo propósito é um dos nortes das carreiras atualmente. Mais do que remuneração ou benefício, muitos viram os olhos para essa variável quando estudam a estruturação da própria vida profissional. Mas como descobrir o seu propósito? Para o palestrante João Torres, a resposta passa por um processo de autoconhecimento, através do qual deve-se perceber quais são as suas capacidades de destaque.

“O propósito pessoal é uma questão multifacetada e que está diretamente relacionada com seus dons e seus talentos, ou seja: com aquilo que você é bom. Com o que você veio fazer de diferente no mundo”.

Eu sou uma lifelong learner!

Na primeira vez que eu ouvi falar sobre esse termo, tive que recorrer ao tradutor. Depois de descobrir a sua tradução, Eterno Aprendiz, pude dizer que: eu sou uma lifelong learner e não sabia!

Olha aí o meu propósito, a minha definição, a minha meta de vida! Olha aí algo que eu quero ser pra sempre, me aprofundar.

Não quero mais dizer que sou uma jornalista. Quero gritar aos quatro cantos que, agora, eu sou uma lifelong learner.

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