Esta sou eu

Eu fiz essa aliança. Eu ganhei esse suporte para celular. Eu roubei esse escapulário da minha irmã.

Básica, dos pés à cabeça. Visto Hering e Zara; gosto de jeans, azul-marinho e cinza. Meu sorriso é fácil; meu olhar, melancólico. Meu vício é um espelho. Reparo em dentes e em cílios. Não uso (quase) nada de maquiagem; sou adepta de tratamentos faciais e de rotina de skincare .

Sou uma pessoa falsa alta, falsa magra, falsa cabeluda e falsa rica (“o meu cartão de crédito é uma navalha”).

Eu nasci em 1983. Ano em que três ladrões levaram embora a taça Jules Rimet da sede da CBF, no Rio; perdemos Garrincha e Clara Nunes; assistimos perplexos à maxidesvalorização do cruzeiro; e, nas rádios, enfrentávamos Rádio Taxi, Ritchie e Balão Mágico. O ano não foi dos mais fáceis. Passaram-se, então, 35 anos e chegamos a 2018.

Gosto de ler jornais e revistas; conteúdo de qualidade e que acrescenta. Não só os leio, como também faço grifos e anotações. É a minha terapia, minha meditação diária.

Sou apaixonada pelas revistas Sorria e Vida Simples e, desde que as conheci, minha vida se tornou mais feliz e simples. Meu trabalho está totalmente concatenado com as suas filosofias.

Sofro de logorreia, necessidade patológica de falar (embora, durante boa parte do meu tempo, cultive o silêncio. Quantos gritos cabem dentro de um silêncio? Cultivar o silêncio permite que você vá, aos poucos, encontrando as respostas que procura. A prática diária é capaz de aquietar seus pensamentos e treinar seu poder de auto-observação para que comece a perceber o que impede de ser feliz e o que já dá conta de transformar), e misofonia, sensibilidade excessiva a determinados sons do cotidiano, como mastigação e batidas de lápis.

Dou bom-dia e boa-noite para qualquer um. Quando estou mal-humorada, não. Acumulo pequenos sucessos. Possuo algumas amarras invisíveis.

Sou uma pessoa de bom coração. Mas também, um pouco egoísta.

Sou reducetariana. Nos últimos anos, venho reduzindo o consumo de carnes, pelos animais, pelo meio ambiente e por minha saúde. Tirar carne do prato não precisa ser uma questão de tudo ou nada. Pessoas reduzindo seu consumo de produtos animal estão fazendo uma grande diferença no mundo.

Sou libriana, detesto conflitos e tenho dificuldade em tomar decisões.

Sou fitness, mas enfio o pé na jaca constantemente. Sou minha melhor amiga e minha maior inimiga. Eu me protejo e me perdoo. Eu me saboto e me engano.

Sou sociável até a página 2. Eu ajudo enquanto a bateria durar. Lavo louça quando quero. Sou comunicativa nas horas certas. Não é sempre que eu estou afim. Quando não estou, fico quieta, muda em meu próprio mundo.

Vivo numa jornada diária de tentar entender cada vez mais o que me faz bem e mal. E sinto que faz muita diferença quando consigo respeitar minhas necessidades.

Não me orgulho disso, mas me atraso. Quando cobrada, repito: o atraso é o preço da qualidade.

Onde eu trabalho?

Biblioteca do SESC Jundiaí

Larguei a segurança de um emprego fixo para ser a minha própria chefe. Deixei a vida de CLT de lado e criei coragem para entrar nesse mar de incertezas, mas ao mesmo tempo um oceano de liberdade, autonomia e flexibilidade.

O trabalho molda o caráter, mesmo que seja aquele pequeno trabalho quase invisível do dia a dia.

A ocupação e o cansaço evitam que você pense em bobagem e sonhe com o impossível.

Flexibilidade, trabalho remoto, horário flexível. A escolha de assumir o controle do seu equilíbrio entre trabalho e vida.

Estar em casa sem um emprego não significa tempo livre e sim ainda mais esforço por parte do desempregado em encontrar um bom emprego.

O que fazer?

  • Manter-se ocupada, para que não desenvolva uma doença.
  • Fazer atividades que não estejam na rotina, para não ficar em ócio.

Eu estou em sintonia com Deus quando leio, estudo, trabalho, concluo uma tarefa e me foco em algo. Essa é a minha paz. Teclar, escrever, ler, grifar. Esse é o meu barato, minha dopamina. A natureza nos aproxima de Deus. Não sei. Estar em paz comigo mesma é reunir em uma única mesa: fone de ouvido, óculos de grau, computador conectado à internet, mouse, garrafa de água, jornal e celular.

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