Chapéu

Eu experimentei três vezes um chapéu que, na manequim, parecia lindo. Na primeira, pensei: “definitivamente não vou levar isso”. Na segunda, somente: “não, hoje não”. Na terceira, comecei a me questionar: “por que não?”.

Resposta oficial: eu não tenho coragem suficiente para usar um chapéu de palha. Não me sinto segura. Sinto-me meio palhaça, meio senhora; meio brega, meio brega-chique. Falta autoconfiança, autoestima, segurança em mim mesma, saca?

Cada vez que eu o colocava no provador, me remetia à mente aquelas esquetes de escola nas quais sempre havia uma perua rica… Eu não queria parecer perua rica! Eu queria parecer eu: uma moça que se preocupa com os efeitos nocivos dos raios solares, tem estilo, é segura de si e “empoderada” .

Chapéu é um acessório que não me cabe. Chapéu é para poucos(as). Chapéus são estilosos, modernos, necessários, protetores.

Chapéus passam segurança, riqueza, estilo, autoconfiança.

Depois de conversar com algumas amigas e ver alguns instagrans, decidi levá-lo. Eu precisava levá-lo e ultrapassar essa barreira anti-chapéu que eu impus a mim mesma. Eu precisava provar para o mundo que não são somente mulheres – peruas e ricas – a usar esse tipo de acessório. Eu posso usar chapéu e bolsa da Puma, sim. Eu posso ser moderninha, fina e preocupada com a minha saúde/pele, sim. Eu posso se “descoladinha”, sim.  Eu posso ser tudo isso.

* Vista confiança. Está sempre na última moda. *

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