Pai escroto

Photo by Stock Photography on Unsplash

Estou sentada na biblioteca em frente a um pai escroto que está tentando (de um jeito bem escroto) ensinar uma equação matemática ao seu filho. “Que merda é essa?”, ele pergunta. “Burro, preguiçoso”, continua.

Quando ele falou alto com o filho pela primeira vez, pausei! Quando ele esmurrou a mão na mesa, pausei por mais tempo ainda! E, quando ele começou a bater – disfarçadamente – no braço do filho, pausei eternamente (sim, estou pausada até agora!).

Fiquei ali, estática, pensando se devia ou não intervir e como faria isso. “Devo chamar alguém, olhar feio ou simplesmente fechar o punho, esticar a mão e dar-lhe um murro no meio da cara?”.

Sem dizer uma palavra, olhei sutilmente para o colega ao lado e para a atendente; na verdade, meus olhos estavam gritando: “Me ajudem a chamar atenção desse pai escroto!”.

A atendente atendeu ao recado e, com muita sutileza, pediu ao pai que falasse mais baixinho. Adiantou, pois o pai calou-se.

A atendente, eu, o colega. Todos muito sutis diante de um pai escroto!

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